O Governo Federal realizou, nesta segunda-feira (31), o encontro virtual “Diálogos Federativos - Emergências Climáticas - El Niño - 26/27” da região Sul do Brasil. Estiveram presentes a Ministra Chefe da Casa Civil Miriam Belchior, o Ministro-Chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, o Ministro Interino da Integração e do Desenvolvimento Regional, Valder Ribeiro de Moura e a representante do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, por parte do Governo Federal.
Além destes, estiveram presentes no encontro, o Governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite, junto a equipe da Defesa Civil Regional, o Vice-Presidente de Cidades Resilientes da Associação Brasileira de Municípios (ABM) e Prefeito de São Lourenço do Sul Zelmute Marten e o Coordenador da Defesa Civil Municipal e Secretário Especial de Gabinete de São Lourenço do Sul Gilmar Majada.
Esse encontro virtual teve como objetivo mostrar as atividades que o Governo Federal tem realizado desde 2023 para contenção de eventos climáticos e ilustrar como está sendo a preparação do país para o El Niño 26/27.
Durante sua explanação, representando a ABM, Zelmute Marten falou sobre a mobilização nacional que está sendo realizada junto a prefeitos e prefeitas para a promoção da valorização da ciência e da consciência cidadã sobre o Ponto de Não Retorno da Crise Climática, denominado como período de incerteza radical.
Além disso, divulgou a Cartilha do El Niño 2026 enviada para os municípios, um guia prático para gestão de desastres e formação de governanças com protagonismo das comunidades. Zelmute representou a ABM na COP30 no lançamento do Federalismo Climático, esforço nacional para coesão entre municípios, estados e União para o enfrentamento das mudanças climáticas e a ABM também tem forte atuação no multilateralismo global, para ampliação do financiamento internacional para medidas de prevenção, mitigação e adaptação aos eventos climáticos extremos.
Destacou que 22 dos 23 municípios da AZonaSul, da qual é Vice-Presidente, estão em situação de emergência, em razão do excesso de chuvas do mês de agosto e evidenciou que a estrutura burocrática brasileira precisa ter capacidade de responder a emergências e calamidades conforme a urgência do sofrimento daqueles que mais precisam. A fim de que o ônus do atendimento emergencial não recaia somente para os municípios, o ente mais frágil da federação.
Autor: Matheus Duarte - DECOM